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08/10/2018 às 10:33:00
VIGILÂNCIA EM SAÚDE MUNICIPAL DE CÁSSIA/MG BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Nº 04/2018:

Dengue, Zika e Chikungunya
Três doenças, um só mosquito. Agora, o perigo é triplo.

Além da ameaça de dengue, o mosquito Aedes aegypti também assusta a população ao transmitir essas duas doenças. Conheça os sintomas e saiba como preveni-las.
Os mosquitos do Aedes aegypti têm chamado atenção por causar doenças que vêem se espalhando pelo Brasil, como a dengue, a chikungunya e a zika. Transmitidas pelo mesmo mosquito, também apresentam alguns sintomas semelhantes, dificultando o diagnóstico.
A Dengue é considerada a doença mais grave. Os sintomas são febre, dores no corpo (musculares), dores de cabeça e nos olhos, falta de ar, manchas na pele e indisposição. Em casos mais graves pode causar hemorragias e até mesmo ocasionar a morte. A Chikungunya causa febre e dores no corpo, mas dores principalmente sentidas nas articulações. Os sintomas duram em torno de duas semanas, portanto, as dores articulares podem durar meses. Casos de morte são raros, mas os sintomas causam ao infectado qualidade e disposição muito baixa. A Zika tem sintomas mais leves, como febre baixa, olhos avermelhados e coceira característica e duram não mais que sete dias. Porém, tem sido associada a casos de microcefalia e à síndrome neurológica que causa paralisia, a Síndrome de Guillain-Barré.

MODO DE TRANSMISSÃO
A transmissão se faz pela picada do Aedes aegypti, no ciclo homem - Aedes aegypti - homem. Após um repasto de sangue infectado, o mosquito fica apto a transmitir o vírus, depois de 8 a 12 dias de incubação. A transmissão mecânica também é possível quando o repasto é interrompido e o mosquito, imediatamente, se alimenta num hospedeiro suscetível próximo. Não há transmissão por contato direto de um doente ou de suas secreções com uma pessoa sadia, nem de fontes de água ou alimento.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO
Varia de 3 a 15 dias, sendo, em média, de 5 a 6 dias.

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE
A transmissão ocorre enquanto houver presença de vírus no sangue do homem (período de viremia). Este período começa um dia antes do aparecimento da febre e vai até o 6º dia da doença.

TRATAMENTO
O tratamento para dengue, chikungunya e zika são bem parecidos, e se baseia em cuidados pessoais, como repouso e a ingestão de bastante líquido, preferencialmente de água ou soro. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (Paracetamol e D ipirona). Devem ser evitados os salicilatos e os antinflamatórios não hormonais, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 
A melhor forma de prevenção é pela destruição dos locais propícios à multiplicação do mosquito Aedes, onde não haja acúmulo de água parada.

PREVENÇÃO
Prevenir é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya. A maior parte dos focos do mosquito está nos domicílios, assim as medidas preventivas envolvem o nosso quintal e também os dos vizinhos.

É simples e rápido combater o Aedes aegypti, siga essas dicas:

Garrafas PET e de vidro: As garrafas devem ser embaladas e descartadas corretamente na lixeira, em local coberto ou de boca para baixo.

Lajes: Não deixe água acumular nas lajes. Mantenha-as sempre secas.

Ralos: Tampe os ralos com telas ou mantenha-os vedados, principalmente os que estão fora de uso.

Vasos sanitários: Deixe a tampa sempre fechada ou vede com plástico.

Piscinas: Mantenha a piscina sempre limpa. Use cloro para tratar a água e o filtro periodicamente.

Coletor de água da geladeira e ar-condicionado: Atrás da geladeira existe um coletor de água. Lave-o uma vez por semana, assim como as bandejas do ar-condicionado.

Calhas: Limpe e nivele. Mantenha-as sempre sem folhas e materiais que possam impedir a passagem da água.

Cacos de vidros nos muros: Vede com cimento ou quebre todos os cacos que possam acumular água.

Baldes e vasos de plantas vazios: Guarde-os em local coberto, com a boca para baixo.

Plantas que acumulam água: Evite ter bromélias e outras plantas que acumulam água, ou retire semanalmente a água das folhas.

Suporte de garrafão de água mineral: Lave-o sempre quando fizer a troca. Mantenha vedado quando não estiver em uso.

Falhas nos rebocos: Conserte e nivele toda imperfeição em pisos e locais que possam acumular água.

Caixas de água, cisternas e poços: Mantenha-os fechados e vedados. Tampe com tela aqueles que não têm tampa própria.

Tonéis e depósitos de água: Mantenha-os vedados. Os que não têm tampa devem ser escovados e cobertos com tela.

Objetos que acumulam água: Coloque num saco plástico, feche bem e jogue corretamente no lixo.

Vasilhas para animais: Os potes com água para animais devem ser muito bem lavados com água corrente e sabão no mínimo duas vezes por semana.

Pratinhos de vasos de plantas: Mantenha-os limpos e coloque areia até a borda.

Objetos d’água decorativos: Mantenha-os sempre limpos com água tratada com cloro ou encha-os com areia. Crie peixes, pois eles se alimentam das larvas do mosquito.

Lixo, entulho e pneus velhos: Entulho e lixo devem ser descartados corretamente. Guarde os pneus em local coberto ou faça furos para não acumular água.

Lixeira dentro e fora de casa: Mantenha a lixeira tampada e protegida da chuva. Feche bem o saco plástico.
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS EM MINAS GERAIS
Em 2018, até 10 de setembro, Minas Gerais registrou 23.550 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de Dengue. Neste ano até o momento, 8 (oito) óbitos foram confirmados por dengue, residentes nos municípios de Araújos, Arcos, Conceição do Pará, Contagem, Ituiutaba, Lagoa da Prata, Moema e Uberaba; há nove óbitos em investigação para dengue.
Em relação à Febre Chikungunya, Minas Gerais registrou 11.395 casos prováveis da doença, concentrados na região do Vale do Aço, sendo confirmado 1 (um) óbito por Chikungunya no município de Coronel Fabriciano em 2018; há 2 (dois) óbitos em investigação.
Já em relação à Zika, foram registrados 170 casos prováveis da doença em 2018, até a data de atualização do boletim.
NOTIFICAÇÕES DE CASOS DE DENGUE EM CÁSSIA/MG DE 2013-2018
                   2013 2014 2015 2016 2017 2018
Notificados   07    27     43      55    03       04
Confirmados 00   14     16      09     00      00
Negativos     07    13     27      46     03      02
Óbitos          00     00    00       00     00      02 aguardam resultado
Fonte: SINAN Influenza

LEVANTAMENTO DE INFESTAÇÃO EM CÁSSIA
O Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) foi desenvolvido em 2002 e são métodos de amostragem e mapeamento dos índices de infestação por Aedes aegypti e Aedes albopictus. Estes levantamentos permitem a identificação dos criadouros predominantes e a situação de infestação dos municípios que o realizaram. Os índices até 0,9% indicam condições satisfatórias, entre 1% e 3,9%, situação de alerta e índices superiores a 4%, risco de surto.
No município de Cássia os levantamentos de LIRAa neste ano foram nos meses de fevereiro (7,3% ), abril (3,0% ) e agosto (1,1%). A queda dos índices reflete o intensificado trabalho das Equipes de Endemias e Vigilância Epidemiológica as quais merecem nossos agradecimentos e reconhecimento pelo desempenho primordial nas ações de prevenção, orientação e combate ao Aedes aegypti.
Produção: Enfª Juliana Guimarães (Coordenadora de Vigilância em Saúde Municipal)
Enfª Isabel Cristina Rodrigues (Coordenadora de Vigilância Epidemiológica) 
FONTES DE DADOS:
www.brasil.gov.br
www.saude.mg.gov.br
www.dengue.pr.gov.br
SINAN NET

 
 
 
 
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